quarta-feira, 25 de abril de 2012

Lançamento do site Vanguardeando.com.br


No próximo dia 30 de abril será lançado a nova versão do Vanguardeando Blog em seu novo endereço: http://vanguardeando.com.br.
"O Vanguardeando é um blog para todos os que se atrevem a sonhar em voz alta. Um veículo de comunicação alternativo, pensado e feito por jovens, voltado para os que alimentam seu espírito com o delírio de construir um outro mundo melhor, mais justo, menos hipócrita e mais tolerante."
O novo site aprofundará o debate sobre os temas polêmicos de interesse da juventude brasileira e trará a proposta de participação dos leitores na elaboração dos posts em um modelo de co-creation.
"Queremos ser o ponto de encontro dos que se empenham em diminuir as distâncias, um denominador comum de todos os que trabalham pela mudança!"
No Vanguardeando Blog o papo é outro!

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Equipe do Vanguardeando Blog

terça-feira, 24 de abril de 2012

Universidade inaugura museu para condenar racismo nos EUA com acervo de 9 mil itens

Jim Crow Museum, no Michigan, exibe objetos perturbadores sobre a segregação racial no país

Com o objetivo de reunir e expor “objetos de intolerância para promover a justiça social”, será inaugurado no próximo dia 26 de abril, em Michigan, centro-oeste dos EUA, o Museu Jim Crow de Recordações Racistas. Trata-se de uma coleção de pôsteres, placas e até mesmo brinquedos que mostram, de forma chocante, a segregação racial no país.

Com nove mil peças, a exposição abrange itens que foram produzidos até mesmo durante a campanha do então candidato presidencial Barack Obama. Outro objetivo dessa exposição é “tornar-se líder no ativismo social e na discussão das relações de raça”.

Seu curador e idealizador, o professor de sociologia David Pilgrim. Afro-descendente, começou a recolher os itens enquanto ainda era um adolescente. Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, ele faz questão de ressaltar que seu projeto não representa uma apologia ao racismo, mas, pelo contrário, uma tentativa de “conscientização”. No site oficial da instituição, ele lembra que há três décadas “coleta itens que difamam africanos e seus descendentes norte-americanos” e se descreve como “um colecionador de lixo”.

Placas obtidas em lojas e veículos do antigo sistema de transporte público norte-americano trazem orientações sobre os locais em que negros poderiam ou não estar. No slogan de uma empresa da época, lê-se: “Nosso negócio é preto, mas nós tratamos você como branco”.

Em outro pôster, o absurdo é tamanho que dá origem à esquematização de uma “evolução” que parte de uma melancia e chega a um cidadão negro. No setor de brinquedos, há itens considerados racistas que foram projetados para entreter crianças e decorar casas, como bonecas, abridores de garrafas e um pote para ervas de chá com a modelagem da cabeça estereotipada de um homem negro.

Com investimento avaliado no equivalente a quase quatro milhões de reais, o Museu Jim Crow é administrado pela Universidade Estadual Ferris e pretende desenhar a trajetória da “experiência afro-americana nos EUA” dos momentos que precederam a escravidão à ascensão dos movimentos de defesa dos direitos civis na modernidade.
Publicado em Opera Mundi

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Manifestação antivivissecção e experimentação animal - Indignação e informação


Acontecerá agora no dia 28 de abril, às 15 horas, a 2º Manifestação Antivivissecção e Experimentação Animal, ou seja, a utilização de animais na pesquisa ou na educação para criação, pesquisa, formulação de medicamentos, testes em cosméticos, dentre outras “utilidades”. O manifesto foi idealizado pelo grupo Cadeia Para Quem Maltrata os Animais e WEEAC – World Event to End Animal Cruelty.

O evento está programado para acontecer em todas as capitais, em alguns municípios brasileiros e no exterior. Saiba se vai acontecer em sua cidade ou organize uma ação coletiva!

O importante é que a ação possa apresentar as principais formas de testes e experimentações usadas hoje e as empresas e universidades que ainda fazem uso da vivissecção e experimentação animal - dando visibilidade a questão e informando a população que existem alternativas. Para o grupo organizador, uma das principais motivações para o manifesto é expor a falácia do discurso utilizado pela ciência ao afirmar que os experimentos em animais são necessários para a segurança dos seres humanos, já que os procedimentos não garantem a segurança para a sociedade e nem apontam caminhos precisos do ponto de vista científico.
“É grande o número de drogas aprovadas que são recolhidas das prateleiras no prazo de um ano após sua colocação no mercado. O motivo deste recolhimento é a detecção de efeitos colaterais na população humana, efeitos estes que não haviam sido detectados em testes em animais”, afirma o biólogo Sérgio Greif, autor do livro A verdade face da experimentação animal: a sua saúde em perigo.
A vivissecção e experimentação animal não está reduzida aos laboratórios farmacêuticos, ela acontece também acontece em faculdades de medicina, veterinária, enfermagem, odontologia, dentre outras com cunho educativo.

Na Europa e nos Estados Unidos muitas faculdades de medicina já utilizam procedimentos substitutos, inclusive Harvard, desvinculando assim a qualidade de educação com práticas cruéis de ensino. Já na Inglaterra e alemanha, a utilização de animais para fins educativo foi abolida e é proibida por lei em toda a Grã-Bretanha.

Objeção de Consciência e vivissecção

A lei de Objeção de consciência está aí para que estudantes não se sujeitem mais a estes procedimentos degradantes, o que permite, por lei, que ninguém faça nada que seja contra suas crenças e posições políticas e/ou religiosas. No entanto, o número de estudantes que objetam ainda é pequeno e compreensível se considerarmos as pressões acadêmicas e sociais de quem questiona o status quo, já que coloca em debate práticas estabelecidas e a liberdade acadêmica. A objeção de consciência também apresenta-se como um ato de democracia e do grau de consciência social de um país.
"O estudante que se recusa a participar de atividade que parece ser ou é cruel aos animais deve ser encorajado e não desestimulado. Compaixão é muito mais difícil de se ensinar do que anatomia." Neal D. Barnard, MD - Psiquiatra, 1995.
Para quem quiser saber mais sobre antivivisecção e experimentação animal, alguns vídeos foram criados para apresentar melhor o debate, não deixe de assistir para se posicionar!
Post escrito e sugerido através do Facebook pela leitora Juliana Higa Bellini, autora do blog Na Beirada
Quer publicar no Vanguardeando? Envie seu texto para vanguardeandoblog@gmail.com ou contate-nos pelo Facebook.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tecnologia Social e Economia Solidária, caminhando rumo ao futuro


Este vídeo conta a história do Escritório de Inovação Tecnológica (EIT) e da ARCA Multincubadora, duas organizações que ajudam empreendedores a tocar seu próprio negócio ou ideia.
Publicado em http://atitudebrasil.com.br/10porhora/2012/04/tecnologia-social-e-economia-solidaria-novas-formas-de-fazer-para-um-novo-mundo/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Uma droga alucinógena da África pode curar vícios?


Desde os anos 1960, alguns cientistas e ex-viciados em drogas defendem um tratamento radical para o vício: um alucinógeno chamado ibogaína, derivado de uma planta africana, que em alguns casos parece diminuir ou acabar com os sintomas de abstinência da heroína, cocaína e álcool. Mas por que ela não é amplamente utilizada?

Por quase 15 anos, a vida de Thillen Naidoo foi governada pela cocaína. Ele cresceu em Chatsworth, um município nos arredores de Durban na África do Sul, cercado por drogas. Depois de uma infância conturbada e da morte de seu pai, ele jogou-se na cocaína.

Apesar de às vezes conseguir ficar semanas sem se drogar, suas recaídas frequentemente o levavam a discutir com sua esposa Saloshna, e às vezes até mesmo a abusava fisicamente.

Até o momento em que conheceu o Dr. Anwar Jeewa, em um centro de reabilitação em Chatsworth. Thillen Naidoo já havia tentado parar de se drogar várias vezes e falhado.

Jeewa ofereceu uma solução radical, uma droga alucinógena usada em cerimônias tribais no centro da África que acaba com o desejo de drogas. Naidoo estava ansioso. “Eu não sabia o que era ibogaína, nunca esperei que funcionasse”, disse.

Depois de vários exames médicos, ele recebeu uma pílula.

Algumas horas depois, deitado em sua cama, viu enxames de peixes voadores sobre sua cabeça. Sentiu a sala em torno dele se mover e um zumbido constante tocava em seus ouvidos. Cenas de sua infância piscaram brevemente diante de seus olhos e a cada vez que alguém se aproximava para verificar se ele estava bem ele sentia uma onda de medo.

O efeito alucinógeno desapareceu em uma noite, mas nos próximos dias, Thillen Naidoo se sentiu estranho. Quando voltou para casa uma semana depois, percebeu que já não ansiava por cocaína. Seis meses depois, ele ainda estava limpo.

Ele frequenta um grupo de terapia de dois dias por semana, onde aprende as habilidades necessárias para manter um estilo de vida sem drogas. “Minha mente mudou. Eu nem posso olhar para trás e lidar com essas questões sem chorar e sentir pena de mim mesmo”, conta.

A história da planta

Jeewa estima que já tratou cerca de 1.000 pessoas com ibogaína. Entretanto, a substância permanece em grande parte não reconhecida pela maioria da classe médica.

A droga, derivada da raiz de uma planta da África Central chamada iboga, é usada há séculos pelos povos Bwiti do Gabão e do Camarões como parte de uma cerimônia de iniciação tribal. Foi em 1962, quando um jovem viciado em heroína chamado Howard Lotsof se deparou com a ibogaína, que seu valor como um tratamento da dependência foi descoberto.

Lotsof percebeu, após cessarem os efeitos alucinógenos da planta, que não tinha mais compulsão por heroína. Ele se convenceu de que tinha encontrado a solução para o vício e dedicou boa parte de sua vida à promoção da ibogaína como um tratamento.

A visão dos cientistas

Até onde os cientistas sabem, a ibogaína afeta o cérebro de duas maneiras distintas. A primeira é metabólica. Ela cria uma proteína que bloqueia os receptores no cérebro que despertam desejo, parando os sintomas da abstinência.

“A ibogaína tende a acabar com a abstinência imediatamente, trazendo as pessoas de volta ao estágio anterior ao vício”, diz Jeewa. Na desintoxicação normal, este processo pode levar meses.

Seu segundo efeito é muito menos entendido. Ela parece inspirar um estado de "sonhar acordado" intensamente introspectiva, permitindo que os viciados pensem sobre problemas em sua vida que eles usam o álcool ou as drogas para suprimir.

Apesar da campanha de Lotsof, em 1967 a ibogaína foi proibida nos EUA juntamente com o LSD e a psilocibina (dos cogumelos). Na maioria dos outros países, a substância continua não regulamentada e não licenciada.

Lotsof montou uma clínica privada na Holanda na década de 1980 para promover tratamentos com a substância, e desde então clínicas semelhantes têm surgido no Canadá, México e África do Sul. Essas clínicas operam em uma, legalmente falando, “zona cinzenta”, apesar de um pequeno grupo de cientistas continuar trabalhando para trazer a ibogaína ao grande público.

Capitalismo "contra" o progresso científico

No início de 1990, Deborah Mash, neurocientista e especialista em dependência da Universidade de Miami, EUA, descobriu o trabalho do Dr. Stanley Glick, um cientista que havia pesquisado o efeito da ibogaína em ratos.

Glick viciou os ratos em morfina, um analgésico opiáceo, permitindo-lhes que a tomassem através de um tubo. Ele então deu-lhes ibogaína, e descobriu que eles voluntariamente pararam de tomar morfina.

Ao mesmo tempo, Howard Lotsof entrou em contato com Mash e eles começaram a trabalhar juntos. Em 1995, conseguiram aprovação do governo americano para investigar o seu potencial em seres humanos.

No entanto, estes testes custam milhões de dólares e eles não conseguiram subsídio para a pesquisa. Normalmente, esse dinheiro vem de grandes empresas farmacêuticas, mas drogas como a ibogaína oferecem pouco potencial de lucro, afinal, ela só precisa ser tomada uma vez, ao contrário de tratamentos convencionais para o vício em heroína como a metadona, que é um substituto e viciante em si.

Além disso, as empresas farmacêuticas ganham dinheiro patenteando produtos químicos novos, mas a ibogaína é uma substância que, por ser uma planta e crescer naturalmente, é difícil obter uma patente sobre ela.

Experiência prática

Depois de não conseguir obter financiamento para sua pesquisa, Mash abriu um centro de pesquisa clínica privada na ilha de St. Kitts, no Caribe, em 1996. Lá, ela coletou dados em 300 viciados desintoxicados através da ibogaína.

Ela diz que todos os pacientes apresentaram algum efeito sobre seu vício. 70% entraram em remissão por vários meses e muitos anos. Os dois primeiros pacientes da clínica ainda estão sóbrios, 16 anos depois.

“O vício em cocaína é terrível. Conseguir que as pessoas larguem o crack? Boa sorte. Mas nós fizemos isso, nós conseguimos romper viciados intratáveis”, conta.

Decidida a levar o tratamento a mais pessoas, Mash está agora trabalhando com o setor privado para criar uma versão da droga que será mais atraente para as empresas farmacêuticas.

Ela está trabalhando para isolar a noribogaína, uma substância criada a partir da ibogaína no fígado, que ela acredita ser responsável por inibir desejos, mas sem o efeito alucinógeno.

Então... Porque não estudá-la?

Os cientistas têm poucas esperanças de que a droga seja aprovada nos EUA e lamentam que pesquisa significativa sobre a ibogaína nunca tenha sido feita.

De acordo com um psiquiatra e especialista em dependência, o Dr. Ben Sessa, o momento para esta pesquisa poderia finalmente ser agora. Nos últimos dois anos, ocorreu os primeiros estudos científicos publicados sobre o uso de MDMA (ecstasy) em vítimas de trauma, e psilocibina na psicoterapia, e um estudo semelhante sobre LSD está previsto para este ano.

O que é necessário, diz ele, é um único estudo, em que um grupo de viciados tome uma dose padronizada da droga e outro grupo tome um placebo, ambos acompanhados de um plano completo de tratamento de 12 passos de desintoxicação.

Os médicos dizem que, apesar do potencial da ibogaína, as pessoas precisam entender os limites da droga.

“Quando você tem um paciente que está finalmente livre de drogas e cujo cérebro está de volta ao seu pleno potencial, então você pode ajudá-lo a mudar seu estilo de vida”, diz Jeewa. “Mas a ibogaína apenas ajuda a interromper o vício, não é uma cura mágica. Tem que ser tomada no ambiente certo, e seguida por tratamento e atenção psicossocial”.
Traduzido de http://www.bbc.co.uk/news/magazine-17666589

terça-feira, 17 de abril de 2012

Defensores públicos do Brasil começam a mapear injustiças da Lei de Drogas

Três meses depois de sua criação, o Banco de Injustiças começa a oferecer uma amostra importante das arbitrariedades cometidas na aplicação da Lei de Drogas no Brasil.

O Banco de Injustiças é um espaço criado para dar visibilidade aos aspectos ineficazes e injustos da atual Lei de Drogas sob o ponto de vista jurídico. A iniciativa nasceu de uma parceria entre a Associação Nacional dos Defensores Públicos e a Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia.

Entre as arbitrariedades mais comumente cometidas na aplicação da Lei de Drogas, estão as agressões físicas durante a prisão, as recusas injustificadas dos pedidos de liberdade condicional para usuários de drogas, a prisão de familiares ou amigos de usuários de drogas simplesmente por estarem com eles no momento da captura, as revistas domiciliares sem ordem judicial, a detenção de pessoas sem evidência física de sua culpabilidade e a mais frequente de todas: a condenação de usuários de drogas como se fossem traficantes.

Este é um ano decisivo para o trabalho da Defensoria Pública no tema de drogas. Será julgado, pelo STF, o Recurso Extraordinário Nº 635659, interposto pela Defensoria Pública de São Paulo, em que se decidirá se é ou não constitucional a criminalização do porte de drogas para uso pessoal. Nesse sentido, o Banco de Injustiças é uma ferramenta fundamental para que se possa dar visibilidade às injustiças e ao desrespeito à constituição na aplicação da Lei 11.343/06.

Para que esta importante amostra de casos ajude a formar um verdadeiro mapa das injustiças cometidas na aplicação da atual política de drogas no país é essencial a participação dos defensores públicos de todo o Brasil.

O 'ranking' de participação dos estados no Banco de Injustiças, segundo o número de casos enviados até o momento, é:

1. Minas Gerais, 7 casos
2. Bahia, 6 casos
3. Espírito Santo, 2 casos
4. Mato Grosso, Roraima, Rio Grande do Sul, Tocantins e Rio de Janeiro, cada um com 1 caso

Além dos defensores públicos, outros operadores do direito, organizações da sociedade civil, diversas igrejas, a Pastoral Carcerária e os cidadãos são convidados a enviarem os casos por eles conhecidos.

Clique aqui, conheça o Banco de Injustiças e envie a sua colaboração.
Publicado em http://www.anadep.org.br/wtk/pagina/materia?id=13907